sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

30/03/2011 - Do Rio ao Cairo!


Mochilas verificadas, documentos checados, apartamento vistoriado.  Aparentemente, estava tudo ok!  Juntamos tudo, entramos no carro e saímos com destino ao Aeroporto Internacional do Galeão, Rio de Janeiro: era hora de irmos para o Oriente Médio!

Chegamos ao aeroporto com boa antecedência, pegamos os cartões de embarque, despachamos as malas e depois encontramos com Chris e Thiago, que nos trouxeram as últimas bugingangas que faltavam (tripé ninja, carregador de carro e suporte para o celular) e ficaram com nosso carro. Depois das despedidas, entramos no setor de embarque e matamos o tempo que faltava vendo as lojas e lendo os guias de viagem.

Nossa viagem inicial seria Rio x Lisboa x Cairo, mas como consequência da revolta que ocorreu no Egito o vôo Lisboa x Cairo foi cancelado, o que nos obrigou a fazer uma conexão em Milão antes de seguir para o Egito.  Apesar de todo o suspense e apreensão que as sucessivas mudanças em nossos vôos me causaram, no fim das contas não foi tão ruim, pois apesar da inclusão de mais uma escala, o horário de chegada ao Egito que seria às 20:55 passou pra as 18:15.

Como seriam nossos vôos antes da Revolta Árabe


O vôo da TAP atrasou uma hora, mas o embarque e a decolagem foram tranquilos.  Apesar de cansados, fizemos uma boa viagem até Lisboa.  Nossa primeira conexão foi um grande corre-corre, pois o tempo entre os vôos era de uma hora e houve atraso ao sair do Rio, mas outra vez, apesar da preocupação e angustia com todos os transtornos que teríamos caso perdessemos o vôo, conseguimos embarcar a tempo.  Em Milão, tivemos três horas de espera e de pra fazer tudo com calma.

Passando o tempo no avião

Rango!

Embarque para o Cairo, Milão


No setor de embarque do vôo para o Cairo já deu pra começar a entrar no clima do oriente médio, pois a grande maioria dos passageiros eram árabes e estavam caracterizados como tal: as mulheres com suas roupas diferentes e sua postura reservada, os homens bem arrumados e de pele bem morena conversando entre si em palavras absolutamente incompreensíveis.  Durante um bom tempo fiquei observando um pai que brincava com seu filho o arremessando para o alto de forma até meio espetacular.






Depois de alguma espera, nos juntamos aos árabes e embarcamos no vôo para o Cairo.  O terceiro vôo da viagem também transcorreu sem problemas, exceto pelo fato que não entendemos absolutamente nada do que foi falado pelos tripulantes!

Aterrisamos, desembarcamos, pegamos as bagagens, compramos os vistos (U$15 cada - no Brasil  custaria R$80) e passamos pela imigração.  Foi tudo um pouco confuso, mas não tivemos nenhum problema relevante.  Conseguimos sacar libras egípcias num caixa eletrônico e então seguimos para o setor de desembarque, onde um motorista a serviço do hotel estaria nos esperando com uma plaquinha.





E lá estava ele!  Um senhor magro, com seu bigode hirsuto e uma plaquina escrito Mr. Moreira.  Nos apresentamos e ele nos levou até o carro, um Lada velho e bem sambado.  Guardamos as malas e entramos no carro.

Tentei conversar alguma coisa com o motorista, mas o inglês dele era mais sofrível que o meu, de forma que o papo não rendeu muito.  Voltamos então nossa atenção ao trânsito e à cidade do Cairo, que passavam pela janela. Eu já havia lido que o trânsito no Cairo é extremamente maluco, mas somente vendo aquela loucura para conseguir entender realmente como é.  Motos, carros, carroças, pedestres, cavalos, todos eles se misturam aparentemente sem qualquer lógica, andando e buzinando, buzinando e andando.  Em poucos quilômetros deu pra perceber que buzinar é quase que obrigatório no Egito.  O trânsito estava bastante intenso e demoramos mais de uma hora e meia até chegar ao hotel.




No Cairo nós nos hospedamos no Hotel Osíris, muito bem recomendado no Lonely Planet e no Tripadvisor.  A diária custou 45 Euros em quarto de casal com banheiro e café da manhã incluso.
O hotel fica na cobertura de um feio e sujo prédio de 12 andares, cujo acesso é feito por um elevador sombrio e assustador.  Apesar da entrada medonha, o hotel é muito bem cuidado e acolhedor.
Fomos recebidos pelo proprietário, Sr. Nabil, um clássico egípcio bigodudo e fumante, que fez nosso check-in e nos mostrou nosso quarto.





Placa no hall do prédio



Prédio do Hotel Osíris


Saímos de casa às 15:00 do dia 30 de Março de 2011 e chegamos ao hotel às 20:00 do dia seguinte, horário do Cairo (16:00 no Rio), mais de um dia de viagem pra percorrer os quase 10000 km de distância.  Apesar de exaustos, tomamos banho, demos uma ajeitada nas coisas e saímos para jantar e comemorar nossa chegada tranquila ao Oriente Médio.




Um comentário:

  1. Continue a me fazer lembrar de cada instante de nossas viagens!!!
    Te amo, mô!
    Sua fiel escudeira!

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